Justiça Eleitoral e Ministério Público questionam pesquisa que envolveu nome de Pazolini
- 05/06/2026
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Vitória — Uma pesquisa eleitoral divulgada pelo Instituto Veritá passou a ser alvo de contestação judicial no Espírito Santo após o Ministério Público Eleitoral apontar falhas metodológicas e possível distorção capaz de influenciar o eleitorado. Segundo a manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral, o levantamento apresentou “dados dissonantes da realidade” e teria perdido a confiabilidade necessária para circulação pública.
O caso ganhou força depois de decisões e representações que passaram a tratar a divulgação como potencialmente irregular. Em apuração recente, a Justiça Eleitoral do Espírito Santo já havia suspendido outro levantamento do mesmo instituto, sob o argumento de que a formulação do questionário e a composição dos nomes apresentados aos entrevistados poderiam comprometer a lisura da pesquisa. Em outro episódio, o Ministério Público pediu o cancelamento definitivo da divulgação de um levantamento registrado sob o número ES-06002/2026 e a aplicação de multa máxima prevista em lei.
As críticas concentram-se na metodologia. De acordo com os relatos publicados, a forma de distribuição territorial e a seleção de nomes no questionário teriam produzido uma leitura artificial do cenário político, com possível benefício indireto ao ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. Em decisões semelhantes em outros estados, o mesmo instituto também teve pesquisas suspensas por falhas técnicas e omissões consideradas relevantes pela Justiça Eleitoral.
O episódio recoloca no centro do debate um problema recorrente em anos eleitorais: a diferença entre pesquisa séria e instrumento de propaganda. Levantamentos confiáveis exigem transparência na amostra, no questionário, na margem de erro e no registro oficial junto à Justiça Eleitoral, além de compatibilidade entre os dados e a realidade observável do momento. Quando esses elementos falham, o resultado deixa de informar e passa a alimentar desinformação política.
No caso capixaba, a discussão ainda segue em análise. Até o momento, a Justiça e o Ministério Público identificaram elementos suficientes para contestar a pesquisa e barrar sua divulgação, mas o desfecho final do episódio ainda depende da conclusão dos autos.





